Ainda me lembro de todas as tardes, a olhar para os teus olhos, a derreter no teu sorriso, a amar a tua voz. Todas as palavras que soltavas junto ao meu ouvido, para que apenas eu e tu soubéssemos. Eu estremecia, eu sorria, eu vivia feliz. Eu recordo o bater acelerado do teu coração junto ao meu, foi quando disseste que me amavas. Eu fiquei sem ar, as minhas mãos suaram ainda mais, os meu joelhos descaíram. Os meus olhos sorriram para ti, apenas para ti. E prometes-te que nunca me deixavas. Espera! Então porque que te foste embora? Porque que soltas-te os teus braços do meu corpo, porque desenrolas-te a tua língua da minha, porque que eu já não sinto o teu cheiro perto de mim. Tu partis-te a sorrir, a dizer que me amavas mais ainda do que me tinhas amado no primeiro dia, e nunca mais voltas-te. E agora ali estava eu despejada no meu do chão, á tua espera horas afim. Houve alguém que disse que tu não ias voltar, mas eu ignorei não quis acreditar. Mas agora sei, que quebras-te a tua promessa e quebras-te também o meu coração. Deixaste-me aqui sem saber o que deva fazer, sem força na voz para te chamar. Eu nunca pensei que teríamos um último beijo.